Carta Aberta à População

Carta Aberta à População

ASSOCIAÇÃO PSIQUIÁTRICA DO PLANALTO GAÚCHO Federada da Associação Brasileira de Psiquiatria

CARTA ABERTA Á POPULAÇÃO  

Vimos por meio desta, tornar público o nosso apoio às mudanças propostas pelo Coordenador Geral de Saúde Mental , Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, o psiquiatra Dr. Quirino Cordeiro Júnior, relativas à política de saúde mental a serem implementadas. As mudanças propostas pelo Ministério da Saúde representam uma retornada do sentido humanitário necessário à  prática da medicina, em especial, a psiquiatria. Foram muitos anos de abandono aos pacientes 
portadores de transtornos psiquiátricos. 

Com seus direitos ceifados ao longo do tempo por urna distorção ideológica, cujos reais objetivos eram unicamente políticos, contrariando os fundamentos da medicina. 

A possibilidade de garantir o acesso à saúde, contemplando todas as necessidades, ocorre discriminação e sete reservas, representa um resgate destas pessoas que têm vivido à margem da sociedade. 

As doenças mentais representam hoje as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, bem como, sob a falsa premissa de desistitucionalização, tem tido como consequência a desassistência e proliferação de depósitos humanos, sem as mínimas condições de atendimento a esta população. É flagrante o sucateamento das estruturas ineficientes e insuficientes, hoje 
inacessíveis à maior parte dos doentes. Os quais encontram enormes dificuldades no acesso aos tratamentos. 

E imprescindível que as políticas públicas de saúde mental sejam baseadas nas evidências científicas disponíveis. Basta de ideologias que acabaram condenando muitos doentes mentais à mendicância ou ao crime. Concordamos plenamente com o posicionamento do Colega Quirino 
Cordeiro, e declaramos nosso amplo apoio a todas as suas propostas, as quais visam recuperar o atendimento psiquiátrico, com investimentos adequados, garantia de investimentos na RAPS. 

Não fechamento de leitos psiquiátricos em Hospitais Especializados, bem como com remuneração adequada tanto para Hospitais Psiquiátricos como para leitos em Unidades Hospitalares, e a obrigatoriedade de psiquiatras nestas unidades. Bem corno, o investimento sem restrições no processo de Desinstitucionalização REAL e adequado às características e necessidades individuais dos pacientes. 

Rogerio Tomasi Riffel 
Presidente da APPG 
Passo Fundo— RS, 12 de dezembro de 2017. 
 

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